SANTA PAULINA

FUNDADORA DA CONGREGAÇÃO
 DAS IRMÃZINHAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO 

Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a primeira Santa do Brasil, nasce em Vígolo Vattaro, Trento, na Itália, aos 16 de dezembro de 1865. A segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Domênica Pianezzer, foi batizada no dia seguinte, com o nome de Amábile Lúcia Visintainer.

De família pobre, aos 8 anos trabalha na fábrica de tecidos, onde reparte seu lanche com as meninas mais pobres.

Em 25-09-1875, aos 9 anos de idade, emigra para o Brasil, estabelecendo-se em Nova Trento, SC.

Dos 15 aos 25 anos, juntamente com Virgínia Nicolodi, dedica-se à missão que lhes confiara o pároco, Pe. Augusto Servanzi, SJ: catequese às crianças, assistência aos enfermos e cuidado da Capela São Jorge. 

Entre 1888-1890, Amábile sonha, por três noites consecutivas, com Nossa Senhora de Lourdes, que lhe pede que comece uma obra.

No dia 12-07-1890, Amábile, juntamente com Virgínia sai da casa paterna, para cuidar de Ângela Lúcia Viviani, portadora de câncer, transferindo-se para o casebre denominado Hospitalzinho São Vigílio. Com este gesto de solidariedade, Amábile dá início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

Aos 07-12-1895 acontece a Profissão Religiosa das 3 primeiras Irmãs, assumindo novos nomes: Amábile - Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus; Virgínia - Irmã Matilde da Imaculada Conceição; Tereza - Irmã Inês de São José.

Em 01-02-1903, Me. Paulina é eleita pelas Irmãs, Superiora Geral da nova Congregação, “ad vitam”, isto é, por toda a vida.

No mesmo ano, parte de Nova Trento para São Paulo, onde inicia uma obra de assistência aos filhos de ex-escravos, junto ao Santuário Sagrada Família, no Ipiranga.

Em 1909, Me. Paulina é deposta do cargo pelo então Arcebispo, D. Duarte Leopoldo e Silva. Enfrenta com humildade esta provação e manifesta que seu único desejo é que a Congregação vá adiante e que Jesus seja conhecido, amado e adorado por todos, em todo o mundo. Vai, então, para Bragança Paulista, onde vive por quase dez anos, dedicando-se aos doentes, pobres e idosos.

Em 1918, Me. Paulina volta à Casa Geral, no Ipiranga, São Paulo, a fim de servir de fonte para a historiadora da Congregação e ser luz e orientação para as Irmãzinhas. Morre a 09 de julho de 1942.

Hoje, as Irmãzinhas da Imaculada Conceição, continuam sua missão marcando presença em 15 Estados do Brasil, na Itália, Nicarágua, Guatemala, Colômbia, Argentina, Bolívia, no Chile, no continente africano, em Moçambique, Chade e Camarões.